Prólogo

Em início de 2012, coloquei fim ao projeto São os tiras! Para quem chega agora, era o meu antigo blog, onde eu publicava semanalmente reflexões acerca do meu sórdido pequeno universo. O projeto teve vida curta, não por falta do apoio dos amigos e leitores e sim por descuido meu. Recebi apoio de mecenas intelectuais e afetivos. O jornalista Manassés de Oliveira e o historiador Ariosvalber Oliveira, sempre me deram força e colocaram no meu quengo a ideia tortuosa de que eu “escrevo bem”, acreditei e vocês viram o resultado. Deve ter algum sentido, pois consegui adeptos fora da minha fronteira, o blogueiro Murilo Reis que o diga, é um dos grandes incentivadores do meu antigo projeto e testemunha ocular do processo evolutivo da minha patologia.

Sempre tive do meu lado a minha espetacular namorada, Raffaella Castro, que também acreditava – e acredita – no meu poder de dizer coisas mediante palavras escritas. Eu a amo muito e ratifico este sentimento aqui mesmo, declarações de facebook são insuficientes e passageiras – ou você acredita que o ganha-pão do Zuckerberg é eterno?

Depois de abandonado o projeto São os Tiras! A inquietação continuava, mesmo longe da blogosfera, me martirizava por deixar minha criança nos primeiros meses de vida. Depois de todo esse período de luto, decidi parir novamente. A nova criança vem com nova embalagem: Ala dos fumantes. A partir destas considerações iniciais, acredito que os leitores consigam ter uma ideia do novo projeto.

O formato da publicação permanece o mesmo do blog anterior, publicarei pequenas observações semanais sobre o meu cotidiano. No primeiro, violava o legado literário do Rubem Braga – meus amigos diziam que eu escrevia crônicas. Neste novo projeto, pretendo molestar a memória do Moacyr Scliar, ousar e escrever contos. Estes serão mais escassos, pois demandam mais apuro e quero deixar o Scliar descansar em paz. Do projeto extinto, reblogarei os textos publicados, vi que necessitava de algumas modificações, decidi reciclar os textos e ofertar ao público

Por que retornar e com um nome novo? Novas aspirações requerem novos nomes. O título deste blog é fruto de horas e horas de ociosidade e optei por sintetizar no título do meu projeto, alguma tribo contemporânea que representasse as exclusões cotidianas. Não deu outra: o bando dos fumantes é o emblema dos novos tempos e explica um pouco do quanto o status quo se esforça para criar novos leprosos. Poderia ser as pessoas que não comem feijão ou não possuem iphone, mas decidi pelos fumantes.

São como portadores da doença de Hansen que eu enxergo os fumantes – efetuada as devidas ressalvas. A cruzada antitabagista fabricou novos inadequados sociais. Se há algum tempo os leprosos bíblicos andavam paramentados com guizos para avisar as pessoas da aproximação, quem deverá fazer isso (de acordo com o futuro estatuto antitabagista) são os fumantes. Os novos deslocados são os membros desta casta. É minha intenção trazer esta sensação de inconveniência para este blog. Antes que alguém diga que meu diário é politicamente incorreto, aviso logo: jamais publicarei escritos politicamente imbecil incorreto neste espaço. A grande mídia faz isso sem grandes esforços e mais, recebe subvenção para tal empreitada.

E antes que alguém imagine que este diário é uma apologia ao ato de fumar, jamais. Tive minha fase fumante e abandonei, mas ainda carrego as marcas do preconceito da sociedade influenciada pela mídia e outras instituições e focado em apedrejar os leprosos da vez. Se o ato de fumar era algo socialmente aceito, hoje é algo tão transgressor quanto pregar contra a Igreja de Roma na Idade Média. Este diário é para exprimir maneiras diferentes de viver, trabalhar e cultuar o ócio. Se você quer continuar vivendo, trabalhando e dedicando ócio como todo mundo sempre fez, é bom se manter afastado daqui.

Um último questionamento: por que seguir adiante com um projeto inútil? Devolvo com outra pergunta: Por que seguir adiante com um projeto útil? Sabemos que o que nos aguarda é uma lápide burilada por uma terceira pessoa. No blog eu posso colorir minha lápide com as tintas que eu bem desejar. O conceito de útil e inútil é bem delineado dentro da SOCU (Suprema Ordem Capetalista Universal). O “ser” útil dentro da ordem referida, está diretamente relacionado ao potencial de amealhar dinheiro, enquanto o inútil está na contramão disto. Se você acha que eu ando na contramão, acertou!

Para encerrar este prólogo, deixo a advertência que Virgílio dirigiu ao poeta Dante, ao entrarem no círculo infernal d’A Divina Comédia: “Renunciais às esperanças, vós que entrais”. Peço a vocês confiança, pois a tortura começa agora.

Notas frouxas sobre educação – o retorno

O prolongamento da sala de aula

O prolongamento da sala de aula

A finalidade da escola é enquadrar o sujeito e assim adestra-lo, com o intuito de produzir coisas baratas para pessoas vazias. E assim colocar em movimento a samsara do capitalismo, onde todos acreditam alcançar a felicidade mediante o consumo de bens, se endividando perpetuamente e fazendo girar a roda da felicidade… dos capitães do mercado financeiro.

E para finalizar, uma afirmação bem corrente é “o governo teme o povo bem educado”. Quem raciocina assim, está equivocado ou age de má-fé. A educação formal serve para amestrar e conformar o educando ao status quo. O produto final são cidadãos dóceis, tementes ao sistema vigente e trabalhando para “chegar lá”. A última expressão pode ser substituída por: comprar uma casa; um cachorro; viajar para Europa com os filhos, ir ao shopping, “visitar o zoológico e dar pipoca aos macacos”… Tudo em suaves e infinitas prestações.

Se existe alguém que o governo realmente teme, são os cidadãos à margem e sem possibilidades de “chegar lá”. A lógica é bem simples: eu tenho um diploma e trabalho com o objetivo de alcançar sucesso profissional, penso duas vezes antes de me rebelar contra qualquer autoridade ou autoritarismo. O raciocínio muda ao nos depararmos com certas categorias de marginalizados, quem não tem nada a perder está disposto a peitar qualquer um. Seja cidadão ou autoridade. É muito raro ouvir falar de doutor, professor ou qualquer gênero de diplomado a trocar tiros com a polícia. O gado letrado é manso e fácil de tanger, engordar e abater.

Se o presente escrito despertou alguma coisa em você, há excelentes textos e documentários sobre a educação e a falta de sincronia desta com os novos tempos. Dentre eles posso citar desescolarização e desescolarização 2. Se você não é muito afeito a leitura, recomendo ver o documentário Quando sinto que já sei. Isso é um começo de conversa. Óbvio que há inúmeros outros materiais sobre o tema e podemos encher páginas e mais paginas com indicações de material sobre a temática, deixe suas indicações na caixa de comentários.

E para não finalizar, deixo uma historinha real que eu vi num telejornal furreca daqui da Paraíba. Os professores reclamavam dos alunos, pois estes usavam smartphone em sala de aula e assim atrapalhavam o desenrolar dos trabalhos em sala. Ao ver esse tipo de coisa, logo me vem um questionamento: se um professor tradicional perde para um smartphone, se existe algo de errado, é com o aparelhinho ou a maneira tradicional de fazer educação? A resposta é com vocês.

Notas frouxas sobre educação

A máquina de encaixotar gente

Se me perguntarem: qual o legado da escola para você? Os amigos (poucos) e monotonia (muita). Atravessei minha vida escolar e construí, orgulhosamente, meu conhecimento sem o apoio real da escola. Assistia às aulas, respondia provas e passava de ano. O professor estava lá, era o figurante que almejava o papel principal, mas carecia de competência suficiente para encenar o drama. Minha educação eu devo aos livros debulhados em casa. O pouco que eu sei da língua portuguesa, agradeço as obras literárias apreciadas longe das muralhas escolares.

Estudei em escola pública e o quadro era basicamente professores despreparados, mas investidos do poder de avaliar alunos em formação. A idade avançou e o Brasil também. A escola melhorou, pelo menos na aparência. Os problemas continuam. Educadores a buscar melhores salários e o pior, o uso de chavões do naipe “todo profissional precisou de um professor”. Uma categoria capaz de usar um argumento desse nível é carente de noções básicas de lógica formal. Todo e qualquer segmento profissional é relevante dentro da estrutura social e merece salário digno. Usar retórica de Facebook é duvidar da minha inteligência

Deixo de lado os sofridos professores e retorno ao tema inicial. Qual a importância da escola na atualidade? O Brasil precisa de mais escolas ou universidades? Diante dos diversos avanços na tecnologia, o conhecimento está mais acessível a todos e mesmo assim a escola insiste em respirar. A educação tradicional e a escola fruto dessa maneira de educar, podem ser comparadas – sem nenhum medo de errar – a um “cartório do conhecimento”. O aluno vai ao cartório, conversa com o tabelião e o estabelecimento emite uma certidão de posse do conhecimento. Tudo muito simples e indolor, não fosse o fato da escola destroçar toda e qualquer criatividade.

Antes de me acusarem de pregar a abolição da escola, estão certos. Embora se trate de um projeto irrealizável e a lógica é bem simples: a escola é instrumento útil na perpetuação do poder. A educação – tradicional – que liberta é falaciosa. Entre em qualquer escola e observe o cenário: crianças enfileiradas, vestindo as mesmas roupas e o “sacerdote” a ministrar as instruções. Ao observar atentamente esse quadro e refletir mais um pouco, é possível perceber que o chão de fábrica é a extensão da escola. Esqueça a educação que prega cidadania, criatividade ou balelas congêneres. (Continua na próxima semana).

Alex Castro

entrevista com o escritor Alex Castro

Voo subterrâneo

Como disse Krishnamurti, filósofo indiano do século passado, não é sinal de saúde estar adaptado a uma sociedade doente. Mas, para os deslocados, as pessoas que não encontram eco dentro dos valores estabelecidos nas esferas da família, religião, sexualidade, trabalho e tantas outras, nem sempre é fácil sentir-se saudável tendo ideias e comportamentos respeitados por poucos. Entretanto, há quem trabalhe para tentar desconstruir as verdades estabelecidas, questionar os valores sociais cristalizadas, dialogar sobre outras formas de convívio e comportamento. São esses os interlocutores das “ovelhas negras”, e entre eles está Alex Castro.

Escritor, Alexandre Moraes de Castro e Silva é carioca, nascido em 1974. Em seus textos, é recorrente a abordagem de temas como feminismo, racismo, identidades de gênero, relacionamentos não monogâmicos, ego, narcisismo. Ele escreve regularmente em seu blog e no Papo de Homem, e como literatura publicou o livro de contos “Onde Perdemos Tudo” e o romance…

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Os Segredos da Igreja Universal

as tripas da igreja do edir macedo são expostas nesta obra.

Páginas Perdidas

bastidoresUm dos fenômenos mais interessantes da história brasileira recente é a sensível mudança no perfil religioso do brasileiro. O surgimento e fortalecimento de várias outras denominações e credos, como o espiritismo, as religiões de matriz afro e os neopentecostais, tem operado num sentido de abalar a hegemonia há muito desfrutada pela igreja católica no mercado da fé.

O livro Nos Bastidores do Reino: a história secreta da Igreja Universal, de autoria de Mario Justino, um ex pastor da referida instituição, trata especificamente da ascensão do credo neopentecostal no Brasil, mostrando todos os atos escusos, alianças e táticas nada divinas que fizeram da Igreja Universal um mega império e tornou Edir Macedo um dos homens mais poderosos do Brasil.

A obra causou enorme polêmica quando foi lançada, em 1995. O Reino chegou a entrar na justiça barrando sua venda, mas a editora recorreu e conseguiu a direito de…

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Safatle: “helicópteros, jatos particulares e iates não pagam IPVA porque, no Brasil, os ricos definem as leis que protegerão seus rendimentos e desejos de ostentação…”

Safatle disseca a cobrança do IPVA e mostra que alguns impostos (a exemplo deste) foram criados para manter os privilégios das camadas endinheiradas.

A CASA DE VIDRO.COM

Justicia ciega 1 copyDo artista chileno Alberto Montt

COMO NÃO PAGAR IPVA
por Vladimir Safatle

Todos os anos você precisa pagar o IPVA do seu carro. Como o nome diz, trata-se de um Imposto de Propriedade sobre Veículos Automotores. Bem, um veículo automotor é, pasmem vocês, “aquele dotado de motor próprio”.

Por exemplo, um carro de boi não pagará IPVA por não ter motor próprio: o motor é o boi, a saber, uma entidade ontologicamente a parte do aparato técnico de motricidade desenvolvido pelo saber humano. A bicicleta não pagará o imposto pela mesma razão, assim como o helicóptero do banqueiro, o jato particular do escroque e o iate do Naji Nahas.

“Assim como o helicóptero, o jato particular e o iate”? Sim. Você poderá procurar todos os meandros do saber jurídico, encontrar explicações surreais, como aquela que afirma que o atual IPVA substituiu a antiga TRU (Taxa Rodoviária Única), logo os…

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Eduardo Coutinho, para ver e rever. Sempre.

a obra do Eduardo Coutinho, disponível no youtube em ordem cronológica

fora de quadro

Para que a fumaça dos cigarros que Eduardo Coutinho fumava sem concessões continue a passar diante da gente. Pulmão para o mundo, ele tinha. Para lembrar que olhar não é um verbo que se encerra em si. Exige se desfazer de todos os preconceitos que a imagem finge nos entregar de mão beijada. E se o cinema não é esse exercício, não saberia dizer o que ele é.

Cabra Marcado pra Morrer, 1984

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o papelão do e-book

Livro de papel: uma das raras tradições resistente ao tempoEm meados da década de 1990, o advento da internet no Brasil, dos computadores pessoais e demais tecnologias, trouxe entusiasmo com os tempos vindouro e uma ameaça difícil de ser cumprida: a morte do livro de papel. Anos depois, Janeiro de 2014 e o livro de papel segue “tranquilo e infalível como Bruce Lee”, para alegria dos amigos dos livros em papel e desagrado da turma amiga do livro digital. E as previsões? São só previsões.

O papel continua o melhor amigo da palavra escrita e dos adeptos da Literatura. Confesso quase sucumbir aos apelos dos e-reader’s, mas depois dos primeiros contatos, cheguei a conclusão que papel e palavra escrita, são inseparáveis. Em dezembro de 2011, a loja virtual Amazon, aporta no Brasil e o destaque da empresa -além dos e-books – é o Kindle. O retângulo de leitura do equipamento (diferente dos pc’s e tablet’s) recebe um tratamento que transforma a superfície da tela num papel. Assim o usuário do treco pode ler em ambientes com muita iluminação, sem ofuscar a visão. Ponto para o kindle e companhia

Até aqui nos ajudou a tecnologia. Claro que os e-reader e e-books tem pontos negativos. Poucos, mas suficientes para determinar meu reencontro com o célebre livro de papel.

Meu primeiro contato com os e-book’s foi mediante livros em PDF. capturados na grande rede. Li muitas obras assim. Era e ainda é possível encontrar livros gratuitos nas malhas da internet. O problema é onde encontrar tais livros. Muitos destes são escaneados e jogado na internet, sem nenhum cuidado quanto a apresentação. Em decorrencia da falta de zelo no processo de escaneamento. Detalhe “pequeno” e capaz de transformar a leitura, não em prazer, mas em suplício.

Dos pontos negativos dos e-books, tem um que é fator decisivo para me manter afastado dos e-reader’s: as supostas maravilhas de ler na comodidade da telinha, em qualquer lugar. Poderia ser cômodo, mas isso é inverídico. hoje os dois melhores e mais conhecidos e-reader’s do mercado são o kindle e o Kobo. Os mimos em questão, possuem muita tecnologia e pouca área de leitura. Se você deseja, de hoje em diante apreciar as obras dos seus autores prediletos no formato livro de bolso. Então os e-reader’s são ótimas opções. A tela dos equipamentos tem 6 polegadas. Exatamente isso que voce acabou de ler, o tamanho dos livros de bolso. Nada de errado nisso, sou consumidor dos pocket’s books. O problema é confinar minhas leituras a uma tela de cristal líquido. Lembre-se: ler é ato libertário e libertador.

Em 2011, estive no Festival de Artes de Areia-PB. O evento mais esperado da festa, era a celebrada aula-espetáculo do Ariano Suassuna. Admito que a concepção de arte do Ariano me desagrada. Mas sei que as aulas do escritor são divertidas e convidam a refletir sobre diferentes aspectos do mundo das artes, mesmo que as ideias do escritor sejam ortodoxas. Em certo momento da palestra, Ariano diz viver cansado de receber visitas de pessoas, com o intuito de fazê-lo abandonar os “dogmas” estéticos. Um desses visitantes tentou inculcar no quengo do Suassuna, a obsolescência e a posterior morte do livro de papel. Ao ouvir a afirmação do profeta e evangelista da pós-modernidade, Suassuna direcionou o seguinte questionamento ao profeta:

– Onde você viu esse negócio da morte do livro de papel?

– Tava escrito num livro!

– Escrito em quê?

– Em papel

– Então!?

Nesse ponto, Ariano Suassuna está impregnado de razão. O livro de papel faz parte das raras “velharias” dignas de seguir existindo. Apesar do partidários das novas tecnologia pregarem a morte do livro em celulose e afirmarem que estamos testemunhando o velório do livro tradicional. A tecnologia é necessária e bem-vinda em muitas áreas, mas querer matar o livro de papel é, no mínimo, obsceno. Que o livro de papel caminhe ao lado do e-book, sem um querer trucidar o outro.

“O caso da biblioteca que o conde inglês roubou ao bispo do Algarve”

Receita para iniciar uma biblioteca

Autores e Livros

Matéria de Luís Miguel Queirós publicada no site do jornal Público:

Numa concorrida assembleia geral, a Associação Faro 1540 aprovou por unanimidade, no dia 17 de Dezembro, a decisão de pedir à Universidade de Oxford que devolva a importante colecção de incunábulos que pertenceu ao bispo do Algarve D. Fernando Martins Mascarenhas, saqueada do Paço Episcopal, em 1596, pelo aristocrata e corsário inglês Robert Devereux, 2.º conde de Essex.

Criada em 2009 e vocacionada para a defesa do ambiente e do património, a Faro 1540 (o nome evoca a data de elevação a cidade da actual capital algarvia) enviou já a sua petição à Universidade de Oxford – a cuja biblioteca, a Bodleian Library, Devereux doou os livros pilhados –, e também ao Governo britânico e ao Palácio de Buckingham, residência oficial da rainha em Londres.

Além de pedir a devolução da biblioteca do bispo – cerca de 90…

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Nova doença ataca viajantes por todo o mundo

Doença nova na praça

Vagabundo Profissional

Uma nova doença foi descoberta nesse começo de 2014. Trata-se de um vírus degenerativo, causado por um mosquito que ataca as pessoas que saem pelo mundo com suas mochilas, achando que a vida é uma brincadeira. O que acontece é que depois que uma pessoa se atreve a fazer sua primeiro mochilão, inevitavelmente é picada por esse mosquito chamado “Viajeviva”. Uma vez que a doença é contraída, corpo e espirito se degeneram rapidamente, e a única maneira de sobreviver, é viajando pelo mundo. Além de sobreviver, as viagens fazem com que a pessoa se torne cada vez mais jovem, física e espiritualmente. No inicio da doença, pequenas viagens são suficientes para a sobrevivência, mas com o agravamento, se torna necessário cruzar estados, países e até continentes. Em casos mais extremos, o paciente pode sentir alucinações tão fortes, que chega a ter contato com coisas que não se pode ver, o…

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