E a semana passada?

Encontro de almofadinhas ou de artistas?Chegou fevereiro e as demais consequências: carnaval, samba, suor e cerveja. Esqueçam o samba (já era) resta o suor, a cerveja e música de qualidade duvidosa. Estamos em 2012, efeméride – sempre quis usar essa palavra – importante para a vida artística nacional, a Semana de Arte Moderna, completará 90 anos. O evento aconteceu entre os dias 13 e 17 de fevereiro de 1922, organizado pela vanguarda artística da época. Villa-Lobos, Tarsila do Amaral, Mário de Andrade e outros, apresentaram novas propostas para arte brasileira. Música, Pintura, Escultura e Literatura (prosa e poesia). Expostas usando roupas limpas, livres do academicismo e ranço europeu – cabe ressalva aqui. Continuar lendo

O homem que largou tudo para viajar o mundo em uma Kombi.

Gostaria de fazer isso. Mas justamente quando eu leio isso, a indústria automobilística brasileira parou de fabricar a Kombi.

Vagabundo Profissional

Dave Panton, de 32 anos, era bem sucedido, bem remunerado, tinha diversos benefícios e morava em San Diego, na Califórnia.
Mas, em 2011, decidiu largar tudo para viver viajando pelo mundo a bordo de uma Kombi.

“Percebi que, como oficial, não estava vivendo a aventura que tanto sonhava. Era mais como um trabalho de escritório, como um gerente de nível médio, eu também fiquei decepcionado com a crise, em 2008. Aquela história do sonho americano que meus pais tiveram não é mais para a minha geração”, explica o aventureiro, em entrevista para a Bufalos TV.
Dave, que trabalhou durante 11 anos na Marinha Norte Americana, primeiramente decidiu partir para uma aventura em alto mar, porém, após uma decepção com seu primeiro veleiro desisitiu. Com o dinheiro do seguro do barco, comprou uma Kombi alemã ano 72 no eBay, por US$ 5 mil em novembro de 2010 e desde então está…

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Do hábito da leitura

Leitura Heterodoxa

Leitura Heterodoxa

Nos últimos dia, tenho devorado livros com avidez. Em três semanas, aproximadamente, percorri alguns escritos de Henry Miller, Pedro Nava e neste momento Claude Lévi-Strauss. Dessa voracidade em ler, tirei algumas impressões relacionadas ao prazer gratuito – sem duplo sentido.

Há algum tempo atrás, em entrevista ao Serginho Groisman, o cartunista Ziraldo afirmou que o hábito de leitura entre nós, sofre influência dos fatores ambientais. O artista diz que o clima dos trópicos “espanta” o hábito da leitura. Para nós habitantes dos trópicos, é melhor exercitar o delicioso flanar a estar em casa dependurado nas orelhas de um livro. A afirmação do Ziraldo é carente de fundamento. Partindo desse pressuposto, as casas com ar-condicionado teriam maior número de leitores, mas a realidade é bem outra. Padeço da falta de ar refrigerado e mesmo assim leio. Cadê os pesquisadores para ratificar ou refutar a afirmação do Ziraldo?

Independente das condições ambientais, o livro sempre é algo convidativo. Basta silêncio e a leitura segue adiante. Sem silêncio, sem leitura. Inexiste essa história de café quente, cama confortável. É tudo balela. Basta silêncio e o prazer da leitura vem – comigo funciona assim. Se formos esperar as condições ambientais perfeitas para seguir adiante no hábito em pauta, nunca encontraremos essa conjuntura. Só se aderirmos a alguma doutrina adepta do ascetismo, aí sim: sem contas para pagar, silêncio absoluto, sombra e água fresca. Aí surge um impasse: a doutrina vai nos proibir de ler Bukowski, Miller, Sade e outros autores heterodoxos.

Além da conjuntura ideal para realização do hábito da leitura, há outro atributo importantíssimo: sintonia entre leitor e obra. Me deparei com essa bifurcação ao tentar ler a Divina Comédia. Comecei a ler duas vezes e senti um certo desapontamento em relação ao desenrolar da obra. Por mais que exista toda aquela história de ser um clássico da literatura, a Comédia não me acrescentou nada e abandonei nas primeiras páginas. Fica a dica: procure obras que digam algo importante para você e as palavras permaneçam ecoando na sua mente. Seja por que causou algum tipo de inquietação ou porque você sentiu empatia pela trama.

Um detalhe importantíssimo – pelo menos para este humilde blogueiro: além dos fatores acima, procure ler obras em bom estado de conservação. Certas bibliotecas conservam no acervo criatórios de mofo, traças, sujeira e todo um amontoado de papel velho. Fuja dessas bibliotecas e desses livros. Definitivamente, abomino todo tipo de livro rasgado, sujo, mofado, desencapado e etc. Acaba sacrificando o prazer da leitura. Aconteceu comigo e pode acontecer com o nobre leitor do meu adorável blog.

Só mais uma dica: leia! leia! leia!

Dilema

Alessandra Barbierato

Deuses e demônios cruzaram-me o horizonte
qual meditativa verdade então instaurada
dali me ficou proferida a função dessa fonte:
passar noite e dia na companhia da realidade
Tarefa mais árdua que essa não há, primeiro
por vezes tentei disfarçando, tais seres driblar
Depois em segredo comigo pensei infalível:
“não vejo, não falo ou escuto: não preciso lidar”
Acreditei ser possível tornar-me invisível
passando impassível por qualquer lugar
Quem me haverá de forçar ao intangível?
Por fim, disfarçado de tigre ardiloso e sagaz
veio a mim já exausto o engano me pondo a par
“Menina, fazer-te de sonsa é apenas fugaz
em solo arenoso quanto mais cresce a planta
mais árdua ainda é a tarefa de não afundar.”

AB

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A Filosofia perene de Descartes e a lavagem de pratos

Descartes não gostava deles

Descartes não gostava deles

De início, quero avisar que esta dissertação é de grande valia para as pessoas que migram para os “states”. Cujo objetivo é lavar pratos, “fazer a vida nos EUA e tirar uma de descolado com os patrícios. Sigam as orientações do presente texto e ganharão conhecimentos úteis à limpeza de pratos e de quebra conseguirão lavar mais e, consequentemente, ganhar mais dinheiro.

René Descartes (1596-1650). Também conhecido como Renatus Cartesius. Um dos grandes filósofos franceses. Ofereceu contribuições substanciais à Física e a matemática. É o iniciador do racionalismo. E influenciou o modo de agir e pensar ocidental – é bom frisar que usamos calça jeans por outros motivos. Se hoje vemos a realidade de maneira fragmentada, devemos ao sr. Descartes e sua obsessão com a análise. Temos enfermeira trucidando indefesos yorkshires. Nossa dívida é com Descartes. O filósofo percebia os animais, não como seres sencientes, e sim um aglomerado de matéria em movimento. Hoje é sexta-feira e dia de queimar alguém. Cartesianos fiquem tranquilos (há algum aí? Manifeste-se), procuro reabilitar o pensador.

Lavagem de pratos ou lavar pratos. Tarefa prosaica realizada após o processo de alimentação do homo sapiens. É realizada por uma pessoa, por um serviçal ou seja lá quem for. Independente da execução é dispensável justificação filósofica para entender o quanto é maçante fazer isso. Tanto o oriente quanto o ocidente, lavam pratos. Na civilização ocidental, enfrentar uma pi(lh)a de pratos provoca desesperança em qualquer ser vivente. Em resumo, na época presente, a qual o vocábulo pós está na moda. Homem pós-moderno; pós-modernidade; pós-punk (sim existe); pós-modernismo. Digo que lavar pratos é pós-alimentação. Lavar pratos é a primeira ferida narcísica. A vaidade humana ficou abalada desde o momento em que descobriu a falta de sentido da vida perante os pratos do jantar.

A França, além da culinária e do Descartes, nos trouxe o pensador Luc Ferry (1951-?). Considero tão revolucionário quanto qualquer outro de épocas passadas. Ferry é conhecido pelos posicionamentos discutíveis. Entre 2002 e 2004 é escolhido ministro da educação em seu país natal. Criou uma lei que proibia o uso de símbolos religiosos, por parte dos alunos, em instituições públicas de ensino. Incluía crucifixos, quipás (cobertura usada pelos judeus) e o véu das mulheres islâmicas.

Em 2006 lança a obra Aprender a viver, a princípio parece um livro de autoajuda. Não se engane, é. O mais útil de todos os tempos. Auxilia-nos a abandonar a visão petrificada que nós temos da filosofia. Nem pense que irá encontrar ensinamentos do tipo arranje a pessoa certa; ganhe dinheiro sem trabalhar; seja feliz na adversidade ou potocas relacionadas. Ferry, na obra, propõe que a filosofia seja um conhecimento prático e de uso cotidiano. O livro desmonta a noção da filosofia como conhecimento distante de tudo e todos. O intelectual como ser iluminado e afastado – ecoou – da realidade. O conhecimento filosófico está presente no cotidiano, basta utilizar a reflexão crítica. Uma das finalidades da reflexão filosófica é messiânica, através dela alcançamos a salvação mediante o saber. Ao contrário da religião ou deus, segundo Ferry, a filosofia é o conhecimento adequado ao ser humano frente ao absurdo da existência. Não promete, cumpre.

Depois de explanar sobre Descartes, lavagem de pratos e Ferry. Retornamos ao primeiro filósofo. Descartes segue a nos atormentar. Cartesius, publicou a obra Discurso do método. Escrito fundamental para entender o raciocínio cartesiano. Não posso, não quero e nem possuo bagagem suficiente para me aprofundar em Descartes. Mesmo assim, procuro resgatar o sofrido cartesianismo da suposta irracionalidade contemporânea.

Uma das propostas da obra magna de Descartes (conforme o título) é o método empregado para alcançar o conhecimento. Na metodologia cartesiana há quatro verbos essenciais para entender o pensamento do filósofo (e o presente texto): Verificar, analisar, sintetizar e enumerar. A partir dos pressupostos cartesianos, executamos duas tarefas: lavamos a louça pós-refeição e ressuscitamos o ilustre francês. De maneira contextualizada e simplificadíssima, estamos na era Google a complexidade está morta, a coisa ficará assim:

• Verificar a existência real do fenômeno a estudar. No caso de uma pilha de pratos é algo absolutamente que entra por todos os sentidos, dependendo do período de tempo na pia.

• Analisar o problema e separar em diversas partes para facilitar o estudo. Estágio essencial da lavagem de louça – e do cartesianismo. Executamos a seleção de cada categoria presente durante o ato de assepsia “pratística”. Talher para um canto, panela para outro, prato em seu lugar e segue adiante.

• Enumerar o processo utilizado com o objetivo de manter o padrão durante o exercício intelectual. Consiste em tornar sólido o conhecimento adquirido ao longo do estudo e sistematizar para uso posterior.

Após essa longa explanação acerca da filosofia presente no cotidiano. Agradeço por existir Descartes e sua filosofia. Mais do que influenciar o conhecimento ocidental, foi responsável por concretizar o texto dessa semana. A angústia da folha em branco se apoderou de mim e ameaçou minha criatividade. Obrigado Descartes. Quanto à lavagem de louças, pratos e afilhados, vade retro satana.

Bossa-noia

Lá vem o pato

Lá vem o pato

Chega de Saudade. Ela é carioca. Samba de uma nota só. Desafinado. Você já ouviu falar de alguém capaz de trepar ouvindo algumas dessas músicas ou qualquer outra da bossa nova? Não! Ninguém em estado de sã consciência é capaz de tamanha perversão. Na contramão disso, qualquer riff de qualquer música do Chuck Berry, nos provoca um entusiasmo súbito. Qual o motivo desta acareação entre a bossa nova e o Rock? Cansei de dizer, pela enésima vez, que não gosto de bossa nova e sempre me aparece algum tolo entusiasmado – esses são os piores – para me dizer “mas tem que gostar. É uma música inovadora.” e coisas parecidas. Aí eu pergunto: para quem é inovadora? Não é, foi revolucionária. Há um imenso abismo entre “ter sido”, permanecer e “continuar” revolucionária.

Essa história da permanência é bem típica da bossa nova. Esse é um dos motivos dessa “acareação estética”. Os adeptos dizem que o gênero criado por João Gilberto inovou. Realmente, inovou e não inova mais. Enquanto o Rock, por mais que digam que “morreu” e “errou”, continua com o mesmo fôlego do surgimento. Só mais uma pergunta: me diga quantas ramificações a bossa nova deixou? Nenhuma. Já o Rock tem se mostrado bem prolífico desde o surgimento na longínqua década de 1950 e vive a contrariar profecias pessimistas.

Entre as décadas de 1950 e 1960, garotinhos de classe média, saturados de ouvir jazz – ou cansados de viver uma vidinha tola – e sentindo uma certa dívida para com os marginalizados, sobem o morro e constatam uma verdade óbvia: Puxa! Os nossos negros possuem o samba e é tão sofisticado e efusivo quanto o Jazz. Vamos fundir os dois gêneros e criar algo novo!? O resto da história é de domínio público: violão, banquinho, barquinho, João Gilberto, mar… De água e monotonia.

No meu singelo entendimento, a grande inovação da bossa nova é ter desvirtuado dois ritmos – Samba e o Jazz – conhecidos pelo vigor, efusão, capacidade de ressignificação, linguagem acessível e criado uma seita hermética – não alquimia –  composta de monotonia e dismorfia. Ao afirmar que a bossa nova é uma seita hermética, afirmo isso por que a bossa nova é um clubinho estético composto de acordes incompreensíveis ao cidadão comum. Quem sabe discernir se a bossa nova é Jazz ou Samba? Simples de responder, ninguém a não ser os criadores. O gênero do João Gilberto e companhia, padece de dismorfia congênita.

Em que contexto nasce a bossa nova e por que muitos se orgulham deste gênero musical? A bossa nova aparece em nosso país num clima de nacionalismo e entusiasmo com o Brasil. É de se esperar que qualquer coisa, qualquer coisa mesmo fizesse sucesso e fosse levado adiante. Basta lembrar que até hoje o presidente bossa-nova (Juscelino Kubitschek) é lembrado com nostalgia por ter construído Brasília e inúmeras rodovias em solo brasileiro.

A herança do Kubitschek é do conhecimento de todos: dívida externa, um exacerbado culto ao automóvel, pranto e ranger de dentes e… Bossa nova. A herança da bossa nova está dentro da esfera do nacionalismo, muita gente gosta do bossa-novismo por que é um ritmo brasileiro e temos de nos orgulhar de tal coisa. Por quê mesmo? É música do nosso país, feita por brasileiros e uma penca de argumentos, com muito sentido na época dos militares e nenhum nos dias atuais.

Tenho certeza de uma coisa: ao terminar o presente texto, vão me acusar de muitas coisas. A menos agressiva é dizer que eu “mordi a mãe na passagem”. O que é perfeitamente compreensível, afinal a bossa nova é uma instituição e contrariá-la causa problemas. A quem ouve bossa nova por que é um ritmo autenticamente brasileiro, sugiro que ouça a aquela bonita parceria entre Joaquim Osório Duque Estrada e Francisco Manuel da Silva, popularmente conhecida como hino nacional brasileiro. É da nossa lavra e também é música brasileira por excelência. Pode fechar o caixão.

Um peregrino cheio de espanto… Novo blog na área!

Leiam e tenham uma ideia do funcionamento de uma biblioteca de verdade. Para nós brasileiros que estamos acostumados a bibliotecas, mas que na verdade são “arquivos de papel velho”, é uma tentação.

A CASA DE VIDRO.COM

Toronto

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Royal Art Museum

Caros leitores, o rio sempre-corrente da vida segue carregando minha barcola a peregrinar por novas paragens: por cerca de um ano, estarei às margens do Lago Ontário, em Toronto, encarando pela primeira vez uma experiência “na gringa”. Sair das tórridas temperaturas de Goiânia, onde é verão o ano inteiro, e chegar na friaca congelante do inverno canadense foi uma vivência um tanto chocante, a princípio, quase um ritual de perder o cabaço: meu organismo, acostumado às bermudas, às camisetas e às havaianas, viu-se na necessidade de aderir a um vestuário de eskimó para encarar as nevascas. Os cinco minutos de caminhada até o ponto de ônibus, em dias de clima mais hostil, transformam-se em uma epopéia: com o vento jogando neve na sua cara, e os pés deslizando sobre as crostas de gelo que se formam sobre as calçadas (já tomei um ou dois capotes…), este percurso até o…

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Resenha crítica de “Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas – Uma Investigação Sobre Valores”, de Robert M. Pirsig (1974)

Há muito tempo que uma obra não me chama a atenção.

A CASA DE VIDRO.COM

Pirsig3

ZEN AND THE ART OF MOTORCYCLE MAINTENANCE
 – AN INQUIRY INTO VALUES

Robert M. Pirsig (1974)

(Ed. Harper Torch Philosophy, New York, 1999, 540 pgs.)

[1]

KerouacOs tensos e intensos anos 1960 já haviam passado mas ainda eram visíveis no espelho retrovisor quando Robert M. Pirsig publicou Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas em 1974.

Após ter sido recusado por 121 editores, este “romance filosófico” e quase auto-biográfico impactou de modo marcante a literatura norte-americana dos anos 70, vendendo mais de 5 milhões de cópias mundo afora.

Mas este não era só um best seller a ser esquecido no próximo verão como uma modinha passageira, mas também um livro que seria considerado por boa parte da crítica literária como uma obra definidora de época.

Talvez não seja exagero sugerir que Zen representou para os anos 70 algo de similar ao que significou para os anos 1950…

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Leitura digital ou papel? E os jovens? Qual o futuro da leitura?

Reflexão válida sobre nossos hábitos de leitora

A Vida como ela é ..... Simples assim!

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Será que a internet acabará com a leitura de livros? Ou melhor ainda , será que acabará a leitura ou substituirá a maneira de se ler?

Para analisar isso acho que posso separar em duas vertentes, os jovens, aqueles que nasceram com a internet a todo vapor, a geração ” face “, e do outro lado as pessoas que já liam livros e são da época do “PC XT AT MS DOS c:/format *.” ou antes, quando computador era para usar o editor de texto somente.

Não vou entrar em pesquisas e teorias para colocar meu ponto de vista, afinal o que mais temos são estudos e reportagens sobre os benefícios da leitura, sobre a tecnologia e com certeza feitas por pessoas com muito mais embasamento que eu, portanto pegarei o exemplo de casa, com minhas pequenas cobaias para desenvolver com vocês alguns pontos de vista.

Minha filha pequena…

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